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01 Abr 2009 
Windows para o mundo...



Em função de uma leitura exigida na faculdade fui levada a observar e questionar o funcionamento do mundo atual que implica em vidas para consumo e amores líquidos.

É bem verdade que a atualidade traz intrínsecas temáticas que se baseiam em transitoriedade, ilusão, desconfiança, compulsão, individualismo, acompanhadas da fatídica constatação de que tudo se tornou “descartável”. Mas antes de tecer qualquer comentário acerca desses axiomas acho importante lembrar que uma visão holística dessa realidade deve ser priorizada. É inegável que essas verdades sobre a modernidade tem se tornado cada vez mais presentes e igualmente destruidoras na vida do homem contemporâneo, e que as projeções para o futuro quanto a esse quadro não são muito promissoras. Porém, eu, pertencendo a um grupo de pessoas em consonância com esse contexto, e irreversivelmente inserida nele, desfruto de uma visão um pouco mais otimista.

Os inúmeros benefícios que o mundo “high tech” nos proporciona não só melhoram a qualidade de vida como também geram avanços médicos e científicos antes impensáveis. As facilidades virtuais otimizam o tempo, derrubam barreiras de mercado e revolucionam a comunicação, criando debates, gerando discussões e democratizando a informação. Todo esse avanço gera um leque de possibilidades de ser e agir no mundo que carrega em si a oportunidade de diminuir a alienação e nos tornar pessoas mais conscientes e atuantes.

Uma vida virtual não precisa comprometer a vida real, abdicar-se dela é uma escolha individual (E o mundo virtual seria, nesse caso, apenas mais uma opção de fuga dentre tantas disponíveis). A amplitude que se alcança nesse espaço pode e deve ser vista como uma possibilidade de existência mais rica e de relacionamentos que podem ser cultivados além da presença física, numa situação inédita na história em que se pode transpor fronteiras geográficas e culturais. 

Manter uma visão anacrônica e nos limitar a lançar indiscriminadas críticas as conquistas do mundo de hoje, nos distrai no sentido de encontrar soluções e adaptações mais saudáveis para a vida moderna e, dessa maneira, soa como um triste retrocesso.
Não devemos esquecer que a contemporaneidade é, antes de tudo, uma era de grandes conquistas.

Admin · 48 vistos · 3 comentários