
Por Vivian Faria...
Os médicos sempre falam isso, mas pouca gente dá ouvidos: quem tem hábitos saudáveis não apenas vive muito mais tempo, mas também vive melhor. A maneira mais precisa de traduzir a expressão “vida saudável” é observar o modo oposto e até perverso de como a maioria das pessoas trata o próprio corpo: come-se demais, enquanto se faz exercícios de menos. O preço desse comportamento fica mais pesado com o correr dos anos e se torna um fardo doloroso na velhice.
Absolutamente, ao contrário do que muitos pensam, criança gorda não é criança saudável. Criança gorda é sinônimo de problema, sedentarismo, doenças. É na infância que as células de gordura são formadas. Quando não há gasto suficiente de calorias, o excesso estimula o surgimento de uma maior quantidade de tecido gorduroso. Estes tecidos param de se multiplicar na adolescência porém, a partir desta fase, eles passam a “inchar”. Como conseqüência, crianças “gordinhas” passarão a vida controlando o que comem.
Doenças geralmente relacionadas com a idade adulta vem se tornando comum entre as crianças do mundo todo. A má alimentação associada com a violência – o que não permite a queima de calorias de forma saudável, brincando – e a ausência dos pais que quando voltam do trabalho sempre trazem pequenas “surpresinhas” (guloseimas) como forma de compensar o tempo em que estiveram fora, são os principais vilões para possíveis problemas de hipertensão, colesterol alto e diabetes.
Em termos fisiológicos, a criança tem algumas carências, porém o pior mal está associado às doenças psicológicas. Uma criança que é ridicularizada por suas características na infância, pode se tornar um adulto frustrado, com baixa autoconfiança e sérios candidatos à depressão, desvios comportamentais, dificuldades de socialização e até suicídios.
Pesquisas afirmam que o modo como se vive até os 50 anos é que determina a qualidade de vida depois dos 65. Quem desenvolve bons hábitos desde cedo, pratica exercícios regulares, cultiva amizades, mantém alta atividade mental e dribla o “stress” com humor, pode ser dez vezes mais saudável e feliz na terceira idade do que quem não agiu desta maneira.
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